quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lithops

"Uma das criações mais incríveis na natureza, Lithops".


     Lithops (do grego litho=pedra e ops=forma) é um gênero botânico de suculentas que pertence à família Aizoaceae, conhecidas como pedras vivas, possui um caule que fica abaixo da terra e embora seja difícil imaginar, o corpo de uma planta lithops é de fato, um par de folhas modificadas para a máxima eficiência de retenção de água. Para minimizar qualquer evaporação as folhas tornaram-se truncadas e perderam as características habituais. O formato de seixo na verdade é uma estratégia que acabou por "enganar" animais forrageiros evitando sua predação e favorecendo sua corrida na escala evolutiva. Quanto mais sua coloração parecesse com as pedras e o solo dos arredores maior seria sua chance de sobrevivência, isso levou à evolução das espécies e suas variedades, que vão do verde, cinza, rosa ao marrom e podem apresentar estrias, manchas e pontos, em diversos momentos se assemelham á cérebros.
Diferentes espécies e variedades misturadas.

    
     Origem: África do Sul e Namíbia, e se tornaram altamente adaptadas a condições extremas de seca e calor. 
    
     Floração: amarelas, brancas e rosas que surgem no outono, em formato de margaridas são geralmente maiores que o corpo da planta, abrem a noite e seus botões despontam na fendas entre as folhas.








     Características: Cada par de folhas forma o corpo da planta e possui o formato cilíndrico ou cônico com a superfície plana, que apresenta "janelas" que correspondem a pequenas zonas transparentes ou translúcidas sem presença de clorofila, através das quais a luz chega às partes enterradas da planta. Durante o período vegetativo (período de crescimento da planta), novas folhas surgem da fissura ou fenda, enquanto as velhas folhas se abrem e murcham.


   Cuidados: Necessitam de luz solar indireta ou bastante claridade, temperaturas não inferiores a 10°C, porém, lithops adultas podem suportar temperaturas próximas do 0°C se estiverem secas. As regas abundantes devem ser evitadas durante o período vegetativo e após a floração não se deve regar muito, deve se levar em consideração a umidade atmosférica. A propagação se realiza por sementes ou, com maior dificuldade, por estacas.

       
         Classificação Científica:
             - Reino: Plantae
             - Divisão: Magnoliophyta
             - Classe: Magnoliopsida 
             - Ordem: Caryophyllales
             - Família: Aizoaceae
             - Genero: Lithops


Grande variedade de cores, podem ser facilmente confundidas com as pedras.




Por não necessitarem luz solar direta, são perfeitas para vasos em mesas de escritórios, claro que se forem em locais bem ventilados.

Nunca vi pra vender, como colecionadora, quero mais que qualquer outra! Quem souber aí, por favor me avise.


  Veja também:
Muros de pedra.

sábado, 14 de abril de 2012

Sedum

     Quão difícil é resumir em um único post material que dá pra escrever um livro? 

Muito provavelmente um Sedum dasyphyllum var.?
     
     "A natureza odeia espaços vazios, quando eles aparecem ela os preenche o mais rápido possível, nosso olhar muitas vezes entra em desacordo com suas escolhas, coitadas das ervinhas, cantos, buracos, fendas, espaços entre rochas, encostas... nada se salva. A solução é dar um salto a frente e colocar nesses espaços plantas que sejam mais atrativas, seja pela beleza das flores, resistência ou baixa manutenção, e essa tal "baixa manutenção" é que deve ser a nossa aliada, pouco consumo de água e durabilidade sem podas. Bom, seja bem vindo ao mundo do Sedum; Eu que gosto muito de micro jardinzinhos em mini vasos sou fã deles. Na maioria das vezes são suculentas de porte pequeno e com flores compatíveis ao seu tamanho, mas aos montes em formas de estrelas com cores que saem do branco, amarelo, rosa vibrante e até o vermelho, sedum pra mim é sinônimo de flor! São bastante tolerantes a extremos climáticos e em solos bem drenados são excelentes forrações, reptantes e rastejantes, suas raízes saem preenchendo os espaços e rapidamente não se vê mais o solo. Então se o caso for preencher espaço, vá de sedum. Se plantados em vasos pendem em cascata. Agora vem o lado ruim dessa historinha, são relativamente difíceis de encontrar. Pela imensa variedade de espécies catalogadas o Brasil está muito atrás no que diz respeito a sua comercialização, as poucas espécies que encontro já fazem minha alegria".




Resistencia:
Suculentas? ah deve ser um deserto quente e sem água!!! nem sempre, sedums estão aí pra provar que são resistentes ao frio (inclusive neve e geada) sombra e meia sombra, entre as rochas sem água, eles se encaixam perfeitamente.


Versatilidade: 
Amplamente utilizado nos famosos tetos verdes, não tem como não pensar em telhados vivos sem lembrar deles, a combinação de: preenchimento rápido, porte pequeno, raízes não invasivas e manutenção zero, demostra que são as plantas perfeitas para um telhado vivo. Abaixo foram plantados diferentes espécies de sedums, que florescem em épocas distintas do ano, além de isolar termicamente e melhorar o conforto ambiental da residência também fornecem a beleza do colorido de suas flores.
 Projetadas pelo arquiteto Joel Sanders em Seul - Coréia do Sul.


Projeto ousado:
"Em 2010 tive a oportunidade de assistir a palestra da paisagista Claudia Harari e entender um pouco mais sobre esse magnífico projeto e sua execução em que uma usina de ferro desativada foi transformada em um parque e museu extraordinário "Horno 3 Parque Fundidora" na cidade de Monterey no México. Um dos destaques mais incríveis foi a execução do teto verde do museu, todo recortado em ferro em formas geométricas coberto com sedums de diferentes espécies criando um mosaico belíssimo e impactante.
Vista do teto. Vale a pena clicar na imagem e ver mais de perto.

Detalhe dos recortes do teto, note as diferentes espécies de sedums. 
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Preenchendo espaços:
"Nesse quintal abaixo, inicialmente a ideia seria cobrir a área com tomilho o que foi descartado devido ao alto valor e ao tempo demasiado pra fechar, segundo a reportagem da revista "Garden Rant", a proprietária tinha pressa, pois o terreno encontrava-se em um processo de erosão devido a inclinação, então foi utilizado Sedum acre, plantado em plugs e em 3 meses toda a área estava coberta e livre de erosão. Um tipo de sementes de trevo foi misturado ao plantio atendendo o desejo da proprietária".

Sedum acre var. diploid: Verde vigoroso, flores amarelas brilhantes que surgem na primavera e verão".
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"Na ilha de Race Rocks na Columbia Britânica (Canada), ao longo do tempo as espécies foram substituídas apenas as que tinham maior resistência sobreviveram, nessa encosta o Sedum album (muito provavelmente) foi introduzido com esperança de baixa manutenção e cumpre sua função perfeitamente bem, pois é resistente ao spray de sal que vem do mar e às baixas temperaturas, não é necessária sua poda e evita a erosão da encosta".



Sedum album: Rosetas verdes que ficam com as pontas avermelhadas no verão com flores brancas a rosa claro, tem um crescimento compacto, originária da Joguslavia e Grecia.


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"Entre as rochas, há plantações de Sedum ternatum, essa plantinha indestrutível é fantástica para cobertura de solo em áreas de sombra (seca), jardins de rocha, e outros locais difíceis".



Sedum ternatum: Suas flores brancas em forma de estrelas surgem na primavera e verão e possuem uma atraente folhagem verde com toques de rosa, cresce cerca de 15 centímetros de altura e espalha lateralmente, prefere sombra e suporta baixas temperaturas é originária dos apalaches do leste dos EUA.

Sedum spurium (var.?) forescendo entra as rochas.
Sedum ewersii var. cyclophyllum: hastes com cerca de 15cm crescem lateralmente, com flores rosas que surgem no verão, excelente cobertura do solo, perenes e muito resistentes.


A inacreditável beleza das flores dos sedums:




Algumas das menores espécies:

Sedum dasyphyllum: forma um tapete cinza  muito denso, flores com botões rosa, requer boa drenagem, rosetas com cerca de 5mm.


Sedum dasyphyllum var. Mayor: Folhas paiplosas, são as maiores do tipo dasyphyllum  (apesar de minúsculas e suas rosetas não chegam a ultrapassar 1cm.), flores brancas.



Sedum divergens var. minus: uma das mais compactas da espécie, nativa do noroeste do  Pacífico EUA,  com folhas verdes redondas e lustrosas, flores amarelas no verão, tolerante a umidade.

Sedum lydium: folhas verdes e frescas que se transformam e vermelho quando plantadas ao sol pleno, flores escassas (nem precisa também né?) com pétalas brancas e carpelos vermelhos, nativa da Armênia até a Turquia, tolerante a umidade.

Sedum makinoi variegatum: muito baixa, não chega a 3cm, quando plantada em vaso fica  pende em cascata, folhas verdes arredondadas com variegação branca nas bordas, flores de verão amarelas pouco vistosas, não resistente a geadas, originária do Japão. (já errei a mão com ela, demora pra rastejar e suas raízes são frágeis e delicadas, quando plantar deve se assegurar de cobrir as raízes com substrato).

Sedum oreganum: reluzentes folhas verdes que sob o sol ficam vermelhas cereja, flores amarelas e de ótimo contraste com a folhagem, excelente cobertura do solo e tolerante a umidade, originária da costa oeste do Pacífico nos EUA.

Sedum sexangulare 'Weisse Tatra': forma mais compacta do sexangulare comum,  originária da Slovaquia Tatra Moutains, flores amarelas brilhantes em profusão.

Sedum stahlii: bolotas peludas em formato de feijão são as suas folhas, chegam a 7cm de altura e podem cais em cascata, no verão flores amarelas despontam do topo, boa para vasos, sobrevive a invernos suaves, originária do México. 
Apenas uma pequenina amostra dos sedums, esse é um post que dever ser atualizado continuamente, pois tem muitas espécies ainda por mostrar.




Quer ver muito mais? 
http://www.sedumphotos.net/main.php

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Africanas Desconhecidas

     "As suculentas do Deserto de Coastline na Namíbia, são incríveis, não sei o nome dessa espécie em particular, nem mesmo o fotógrafo viajante Zapata, responsável por registrar essas imagens sabe". Segundo ele, após as boas chuvas de 2006 essa área costeira normalmente monótona perto de Luderitz foi transformada, chegou uma semana após o auge do espetáculo natural para o registro e brinca dizendo que parecem ser feitas de plástico, não? É claro que algum pesquisador já deve ter registrado-as, e em algum livro já devem constar as belezinhas aqui, mas nunca vi nem parecidas.

A estratégia  da natureza é impressionante, note as discretas flores brancas que apareceram, é a luta pelos descendentes, que irão esperar pelas próximas boas chuvas.
A paisagem transformada pelas suculentas, lindo!
Entendo que a coloração vermelha seja já efeito do "stress" sofrido pela falta de água, pois aqui nitidamente pode-se perceber a mudança da cor da suculenta. 
Outras espécies também foram registradas e essa parece mais com um coral marinho.
As rochas brancas são o complemento que buscamos em nossos jardins. Aqui, naturalmente se misturam à paisagem.
Esta tem um aspecto mais familiar e se assemelha muito com as conhecidas echeverias.
A paisagem parece artificial, na verdade estamos sempre imitando a natureza,  adoro jardins áridos.
 Fonte: http://onestonedcrow.blogspot.com.br/2009/12/succulents-on-desert-coastline.html

terça-feira, 10 de abril de 2012

Telhado de Suculentas em Galinheiro

     "O desejo de ter uma mini fazenda num gramado sem graça, pode ser mais interessante do que se imagina, o telhado verde recheado com suculentas além de manter o conforto ambiental dentro do galinheiro cria algo inusitado, sofisticado e visualmente atraente. Este tipo de galinheiro é pré fabricado e completo com teto de suculentas e pode também funcionar para um depósito ou canil. A criação de galinhas é o maior aliado no cultivo de orgânicos no seu terreno, e o composto produzido por elas é muito aproveitado em hortas, além de poder ter ovos frescos e sem probióticos todos os dias".





 Fonte: http://www.designsponge.com/2010/09/we-like-it-wild-star-apple-edible-gardens.html

CRÉDITOS E DIREITOS AUTORAIS DE IMAGENS

A grande maioria das imagens utilizadas no blog não são de minha autoria, SEMPRE que encontro, disponibilizo os créditos nas imagens.
Infelizmente, muitas delas quando encontro, são cópias das cópias, e já não possuem os devidos créditos e direitos.
A única finalidade desse blog é a DIVULGAÇÃO e COMPARTILHAMENTO de imagens das suculentas, para uma popularização no Brasil dessas plantas que são incrivelmente resistentes e tão utilizadas ao redor do mundo.
Se você se deparar com uma imagem de sua autoria ou a qual possua os créditos, por favor entre em contato comigo pelo e-mail lidianepaisagista@gmail.com, para reparação correta com a colocação da sua autoria ou para a retirada da imagem do blog.