terça-feira, 10 de julho de 2012

Areia Colorida

A cobertura de um vaso com pedrinhas, areia ou qualquer que seja o material não tem apenas o apelo decorativo e sua função vai além da estética. A cobertura impede que a terra fique exposta e que ervas daninhas apareçam (impossível evitar totalmente, mas há melhora nesse aspecto). Sempre dou preferência aos materiais naturais, até mesmo brita com sua coloração cinza, quando usada com sabedoria, valoriza e muito um vaso de suculentas. Confesso que essas areias e pedrinhas coloridas nunca me atraíram e muitas vezes achava brega quando via, mas desta vez encontrei algumas que podem ser consideradas interessantes, pois além de formarem um padrão ou desenho, são contrastantes com a coloração das próprias suculentas.  


Criando um padrão e formando um desenho, homenagem á terra do sol nascente.


Degradê de cores.




Cobertura roxa com suculenta lilás.


Cobertura verde com suculentas esverdeadas.


Com vidro você pode misturar e criar esse efeito.

Esse desenho me lembrou das garrafinhas de areia de do nordeste brasileiro.

Muito legal o contraste de pedras grandes com areia fina e o contraste de cores também ficou interessante, laranja com verde são cores complementares e criam um efeito visual chamativo.

Gosto mesmo de cores mais naturais, aqui foram utilizadas tamanhos diferentes de pedras e areia. 


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Propágulos Foliares

A botânica sempre me fascinou, acabei entrando nesse mundo das suculentas por querer aumentar a coleção e acompanhar o desenvolvimento percebendo suas particularidades. As matérias de botânica eram as mais interessantes na época da faculdade de biologia, ainda me pego lendo estudos acadêmicos relacionados, só que hoje, os que tratam sobre suculentas. Encontrei um estudo que mostra sobre uma propagação inusitada, uma das que mais chamam a atenção dos amantes de suculentas. Espécies do gênero Bryphyllum e algumas Kalanchoe, pertencentes á família Crassulaceae, possuem uma característica incomum encontrada na natureza. A margem foliar sofre uma diferenciação e desenvolvem pequenas estruturas que se soltam da planta mãe e dão origem a novos indivíduos, essas estruturas são chamadas de propágulos foliares ou bulbilhos. Por esses estudos da morfologia e do desenvolvimento das estruturas permitiu que alguns autores as considerassem  como embriões completos (raízes, caules e folhas) e não apenas brotos foliares, como erroneamente a maioria imaginava incluindo eu.



Quando estão cheias de "filhotes" prestes a cair, elas ficam ainda mais interessantes, isso cria um efeito incrível que vai além das folhas simples e vazias. Após o momento que a planta mãe investe energia para produzir novos exemplares surge a floração exuberante e então a planta perece, vai perdendo as folhas, ficam amareladas e algumas até morrem, é a hora de fazer a poda e aguardar os "filhotinhos" que caíram tomarem o lugar das plantas que encerraram o seu ciclo. Por esse motivo essas espécies estão sempre em meio as coleções, afinal sua estratégia de dispersão é fenomenal.
Bryophyllum pinnatum. 
 Descobri que Bryophyllum pinnatum é uma espécie venenosa, todas as partes dela são. É aconselhável o uso de luvas para trabalhar com ela e claro, não coma esse tipo de planta que pode causar parada cardíaca. Em inglês seu nome popular é "mãe de mil" em homenagem a essa dispersão eficiente que ela possui. 

Bryophyllum tubiflorum. 
Bryophyllum tubiflorum.
Kalanchoe daigremontianum.
Kalanchoe daigremontianum.

Alguma espécie variegata.
Kalanchoe daigremontianum.
Kalanchoe delagoensis x daigremontiana.

Essa espécie é conhecida como borboletas rosas, ela é um híbrido de outras kalanchoe e a coloração rosada parece um bordado na folha verde. Um sonho, nunca vi dela pra vender. 

Bryophyllum pinnatum. 
Kalanchoe fedtschenkoi.
Kalanchoe fedtschenkoi.
Kalanchoe marnieriana. 

domingo, 1 de julho de 2012

Kalanchoe daigremontiana





Muitas vezes desvalorizada entre as suculentas por apresentar um padrão invasivo, um porte maior que a maioria e em alguns casos chamada erroneamente de feia. Sempre tive dessa espécie e nem sei como consegui, me acompanhou em todas as mudanças que já fiz até hoje e quando percebo lá está ela, enorme e sempre muito resistente. Dessa vez a floração foi surpreendente, é bem verdade que em determinada época fica um pouco desajeitada após investir suas energias na produção das flores que aparecem no inverno. O mais interessante dessa planta é que possui uma estratégia de dispersão de descendentes das mais fantásticas e eficientes que já vi na botânica, por meio de propágulos foliares,  por isso é tão fácil mantê-las na coleção.








Suas folhas são rajadas e dependendo da quantidade de sol que recebem podem variar de um verde intenso a verde claro com detalhes púrpura. 

Floração exuberante variando entre o rosa e o laranja, muito duradoura e atrai beija-flores e outras aves e insetos.

Planta anual, ou seja, tem um ciclo de cerca de um ano e após a floração perde o vigor e deve ser trocada, ou podada. Novos descendentes logo cresceram no lugar das antigas afinal sua estratégia na dispersão de novos indivíduos é muito confiável.
Muito ornamental e se for utilizada corretamente em lugares adequados possui uma beleza marcante.

CRÉDITOS E DIREITOS AUTORAIS DE IMAGENS

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Infelizmente, muitas delas quando encontro, são cópias das cópias, e já não possuem os devidos créditos e direitos.
A única finalidade desse blog é a DIVULGAÇÃO e COMPARTILHAMENTO de imagens das suculentas, para uma popularização no Brasil dessas plantas que são incrivelmente resistentes e tão utilizadas ao redor do mundo.
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