terça-feira, 29 de junho de 2010

Composição em Vasos

   

"Uma das maneiras mais formidáveis de se valorizar um vaso de suculentas, é compor uma mistura de espécies que se complementem, é necessário que elas tenham aspectos semelhantes ou extremamente diferentes, entra em cena a textura e coloração, esse jogo de utilizar o diferente, cria um efeito visual magnífico. A farta diversidade de espécies de suculentas propicia esses contrastes, já que podemos encontrar exemplares peludos, lisos, brilhantes, espinhosos, enrugados, foscos... propondo infinitas combinações. Um detalhe importante é o próprio recipiente que se utilizará para compor o mix e o interessante é que ele "converse" com as suculentas contidas nele. A cobertura também é indispensável e ajuda a criar efeitos. O negócio é ir até onde a sua imaginação te levar utilizando sempre o bom senso".


     O vídeo acima mostra uma das maiores experts do assunto nos USA, escritora de diversos livros sobre suculentas Debra Lee Baldwin mostra como montar um vaso com uma combinação belíssima rapidamente, vale a pena conferir suas dicas. Não há legendas em português vai aí um resuminho do vídeo.
     Após determinar qual vaso e quais plantas a serem utilizadas, o buraco do dreno foi coberto com um pedaço de tela para que a terra não escoe com a água, a montagem do vaso se inicia com a preparação do substrato, onde foi misturada terra ao pedrisco vulcânico (proporção 1:1) apenas para criar uma boa condição física do solo e melhorar sua drenagem. As plantas escolhidas foram uma belíssima Echeveria afterglow, com coloração lilás e centralizada no vaso e em contraste o graptosedum sp. de coloração avermelhada foi usado em repetição preenchendo todo o redor para que não surgissem falhas. O interessante é que se utilize no mínimo três tipos de plantas por vaso, números ímpares criam combinações mais coesas. Espécies em quantidades de  1, 3, 5... são mais naturais, depende do vaso e da proposta. Nesse caso foi introduzido um pequeno sedum sp. contrastante com outras que foram plantadas, por ter um caule avermelhado e o verde das folhas criou um arranjo balanceado. Com o tempo os sedums crescem em cascata e ficam lindos. Para a finalização, o seixo de rio foi a escolha mais apropriada escondendo as partes de terra que ainda ficaram evidentes, a rega ajuda as raízes a se fixarem e não devem ser demasiadas, apenas para umedecer o solo.
     Depois dessas dicas fica fácil montar um vaso de suculentas, a combinação de espécies não é um desafio tão grande assim e bom senso na escolha das plantas é o que vai contar. Arrisque misturar, ouse na combinação e confie na beleza das suculentas, dificilmente você irá errar.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um Pouco de História.


     Pra quem aprecia e gostaria de ter uma idéia de como as Echeverias foram descobertas, descritas, coletadas e eventualemte hibridizadas aqui vai um pouco de história.
No início do século XIX havia apenas três espécies conhecidas, outras espécies foram nomeadas ao longo do século e houve uma explosão no interesse por elas em 1870, quando muitos hibridos, que temos hoje, foram desenvolvidos por produtores comerciais. A popularidade voltou a crescer nos anos 60 e 70, quando entusiastas da Califórnia como D. Wright, produziu uma nova onda de cultivos emocionantes. Em 15 de fevereiro de 1827, o gênero Echeveria foi nomeado pelo botânico suíço Augustin Pyramus de Candolle (1778-1841), em um discurso para a Sociededa de História Natural de Genebra. Uma expedição oficial espanhola de história natural, sob direção de Martin Sesse, comçou na Cidade do México em 1789 e terminou no Novo Mundo em 1803. Um talentoso ilustrador técnico chamado Atanásio Cruz Echeverria (homenageado com seu nome ao gênero), foi recrutado com a missão de produzir um enorme volume da flora mexicana. Milhares de plantas foram recolhidas, desenhadas e identificadas sob o sistema de Linnaeus, resultando na publicação: Flora Ilustrada Mexicana. Embora a maioria do trabalho de Candolle estivesse concentrado no desenvolvimento de um sistema de classificação de plantas, também tinha interesse em fitogeografia, ou geografia biológica de plantas e realizou pesquisas na América do Sul em 1827, após 16 anos, a primeira monografia sobre echeverias foi publicada em Hortos Halensis e 24 espécies foram descritas.
Mais espécies foram descritas por:
  • John Lindley (1799-1865), distinto professor de botânica inglês, editor do "Registro de Botânica" e "Digitaluim Monographia" (1821), também escreveu "Uma Introdução Para o Sistema Natural de Botânica" (1830), onde descreveu 5 espécies de echeverias e outras 35 espécies foram incluidas em artigos de ilustração
  • O botânico inlês Gilbert Backer (1834-1920) fez a primeira revisão do gênero descrevendo 34 espécies e ilustrando 16 no "The American Species of Cotyledon".
  • Joseph Anton Purpus (1860-1932) botânico alemão, superintendente do jardim botânico de Darmstadt na Alemanha, descreveu mais 6 espécies que ganhou de seu irmão mais velho Carl Anton Purpus (1853-1914) que viveu no México por 50 anos e também distribui seus achados pela América do Norte.
  • O famoso botânico norte-americano Joseph Nelson Rose (1862-1932), curador da divisão de plantas no Museum at the Smithsonian Institute e co-autor do quarto volume "The Cactaceae", se especializou em crassulaceas e cactáceas norte-americanas, nomeou quase 40 espécies e reorganizou o gênero criando sinônimos e movendo algumas espécies.
  • ...Continuo em breve

SÓ ACREDITO VENDO!!! A inacreditável beleza das flores.

"Como estratégia de sobrevivência, os cactos possuem espinhos que muitas vezes parecem hostis. Há quem não veja beleza nesses espinhudos, mas no momento em que os botões despontam, podem preparar a câmera fotográfica, pois é beleza na certa. Cores, formas e tamanhos mais variados, as flores dos cactos impressionam pela perfeição e delicadeza, a atração é tanta que beija-flores, borboletas, abelhas... não resistem e enfeitam ainda mais o jardim".

sábado, 27 de março de 2010

"Echeveria setosa"


Origem: México
Porte: 30 cm
Luminosidade: Pleno sol
Solo: solos enriquecidos e bem drenados
Floração: vermelha/amarela, surgem na primavera e verão.

"Echeveria laui"


Origem: México
Porte:15 a 30 cm, crescimento lento.
Luminosidade: Pleno sol/tolera leve sombra.
Solo: Bem drenado.
Floração: Rosada.

Echeveria agavoides





Origem: México
Porte: 20 cm de diâmetro
Luminosidade: pleno sol
Floração: rosa/vermelha que surgem no verão.

Echeveria purpusorum


Origem: Sul do México
Porte: roseta com 6-8 cm de diâmetro e 5-7 cm de altura
Lumnosidade: sol pleno
Floração: amarela e surgem na primavera.

Echeveria shaviana

Origem: México
Porte: cerca de 15 cm.
Luminosidade: Pleno sol e tolera sombra
Floração: Rosa e ocorre no verão.

Echeveria cuspidata






















Origem:
Porte: 10-15 cm
Luminosidade: Pleno sol e tolera sombra parcial
Floração: rosa surgem no fim da primavera e verão

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Graptopetalum paraguayense

Origem: México
Porte: podem passar de 30 cm de comprimento em cascata, rosetas com cerca de 10 cm.
Luminosidade: sol pleno
Floração: branca com pontos vermelhos que surgem na primavera.

Graptopetalum

      "Graptopetalum é um gênero pertencente à família Crassulaceae. Planta bastante divulgada e de fácil propagação e crescimento, Graptopetalum espalhou-se rapidamente pelo mundo vindo, como o nome indica, do Paraguai. O seu primeiro nome, em grego, significa “Pétalas pintadas” e, de fato, conforme a exposição ao sol, esta planta apresenta rosáceas azuladas, podendo ir até ao vermelho vivo, passando por cores como o roxo ou verde pálido. Cresce em espiral, propagando-se por vezes numa área superior a 60 cm, acomodando-se também em vasos ou estruturas suspensas. Resiste, no entanto a temperaturas extremas de calor e frio, aguentando mesmo o gelo durante algum tempo, suas flores são em formato de estrelas brancas com pontos vermelhos, parecendo de cera".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Echeveria Black Prince e Echeveria Affinis


Echeveria black prince
Origem: é um híbrido de E. shaviana e E. affinis
Porte: 15-20 cm de altura
Luminosidade: pleno sol e sombra parcial
Floração: avermelhada.


Echeveria affinis
Origem: México
Porte: cerca de 25 cm de diâmetro e cerca de 15 cm de altura.
Luminosidade: pleno sol e meia sombra
Floração: inverno

Echeveria perle von nurnberg

Origem: é um hybrido de Echeveria gibbiflora v. metallica e Echeveria potosina
Porte: rosetas com 15-20 cm diâmetro
Luminosidade: pleno sol e preferem sombra ao entardecer
Floração: Coral que surgem na primavera

Echeveria pulidonis


Origem: México
Porte: cerca de 15 cm de altura e 13 de diâmetro
Luminosidade: Sombra parcial e pleno sol
Floração: amarela surgem no verão.

Echeveria runnyoinii


















Origem: México
Porte: 20 a 30 cm
Luminosidade: tolera sol e sombra
Floração: laranja e rosa que surgem no outono.







Echeveria derembergii

Origem: México
Porte: 7 a 15 cm de altura e cerca de 25cm de diâmetro
Luminosidade: sol pleno
Floração: rosa, laranja e amarelo que surgem no verão.

A Família Echeveria

     "Echeveria é um gênero, pertencente a família Crassulacea (Crassus gordo/grosso), suas folhas e caules são carnudos e seus tecidos suculentos funcionam como um mecanismo de armazenamento de água, a evaporação também e reduzida pela cera ou micro pelos que envolvem as folhas das suculentas, aliás, suas folhas tem a função espetacular de propagação de novas plantas que surgem da base foliar, primeiramente com o despontamento das raízes e por fim um brotamento em mini roseta igual a planta mãe, que dará origem a um novo exemplar".


A partir daí uma inúmera combinação de espécies.

Cactus X Suculentas

     "Todos os cactus são suculentas, mas nem todas as suculentas são cactus. Irei tratar primeiramente sobre as Echeverias que fazem parte de um gênero de suculentas dos mais atraentes, no paisagismo trazem uma opção para casas modernas e jardins sofisticados. Possuem as mais diferentes cores e formatos de folhas, claro que dentro de sua forma característica de roseta.
Como a maioria das suculentas, as Echeverias não exigem cuidados extras já que não necessitam de regas demasiadas, pois são adaptadas a sobrevivência em locais com pouca água como desertos, onde a maioria de seus exemplares foram identificados. Fácil de explicar sua beleza duradoura".